quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Velocidade de rotação de buraco negro gigante é medida pela 1ª vez

Telescópios estudaram região no meio de galáxia a 56 milhões de anos-luz.
Resultados podem ajudar compreensão sobre a evolução do Universo.
 
Buraco negro (Foto: Guido Risaliti/Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian)
Imagem do buraco negro no centro da galáxia NGC 1365 é resultado dos registros de dois telescópios,
que apresentaram a melhor visão do local feita até hoje (Foto: Guido Risaliti/Centro Harvard-Smithsonian)
Buraco negro (Foto: Nasa/JPL-Caltech )
Concepção artística ilustra buraco negro supermassivo com até bilhões de vezes a massa do nosso Sol. Essas regiões enormes e densas se concentram no coração das galáxias (Foto: Nasa/JPL-Caltech )
Um time internacional de cientistas mediu pela primeira vez a velocidade de rotação de um buraco negro supermassivo, no meio da galáxia NGC 1365, localizada na constelação da Fornalha, a 56 milhões de anos-luz da Terra. Os resultados do estudo aparecem nesta quarta-feira (27) na edição online da revista "Nature".
A descoberta foi feita por dois telescópios de raios X: o NuSTAR, lançado no ano passado pela agência espacial americana (Nasa), e o XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA). Segundo os autores, a pesquisa pode ajudar a compreender como as galáxias e os buracos negros no centro delas evoluíram.
Medições anteriores não haviam chegado a uma conclusão exata porque nuvens escuras ao redor dos buracos confundiram os astrônomos. As novas observações, porém, foram mais precisas e mostraram que as taxas de rotação desses locais podem ser determinadas de forma objetiva.
A equipe analisou os raios X emitidos pelo gás quente contido em um disco do buraco negro situado fora do "horizonte de eventos", fronteira em volta dele para além da qual nada escapa, nem a luz. Tudo o que passa por ali acaba sendo sugado.
O buraco negro estudado tem dois milhões de vezes a massa do nosso Sol e gira a uma taxa próxima ao máximo permitido pela Teoria da Relatividade, proposta no século 20 pelo físico alemão Albert Einstein. Segundo a teoria, a força da gravidade pode curvar a luz e o sistema espaço-tempo. Na atual pesquisa, os dois telescópios detectaram esses efeitos de distorção causados pelo buraco negro.
Segundo Fiona Harrison, professora de física e astronomia do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e principal investigadora do NuSTAR, é possível rastrear a matéria que gira em torno dos buracos negros a partir dos raios X emitidos de regiões muito próximas a eles. Isso porque a radiação vista é deformada pelos movimentos das partículas e pela enorme gravidade dos buracos.
O principal autor do trabalho, Guido Risaliti, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, em Cambridge, e do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália, explica que esses "monstros" – com massa de milhões ou bilhões de vezes a do Sol – são formados por pequenas "sementes" do início do Universo e crescem engolindo estrelas e gás de suas galáxias hospedeiras ou se fundindo com outros buracos negros gigantes quando duas galáxias colidem.
De acordo com o astrofísico Bill Craig, que atua no Laboratório Nacional Lawrence Livermore, da Caltech, os buracos negros têm uma forte ligação com sua galáxia hospedeira, e medir a rotação deles – uma das poucas coisas mensuráveis nessas regiões – pode dar pistas para compreender essa relação fundamental.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/02/velocidade-de-rotacao-de-buraco-negro-gigante-e-medida-pela-1-vez.html

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pessoas com gripe lançam vírus para bem mais longe do que se pensava

 

É possível ser infectado por pessoas gripadas mesmo que elas estejam a quase dois metros
É possível ser infectado por pessoas gripadas mesmo que elas estejam a quase dois metros
A temporada de gripe intensa deste ano nos EUA foi suficiente para fazer com que todos desejassem manter distância de quem estava tossindo ou espirrando. Mas a distância de um braço talvez não seja suficiente.
O senso comum diz que a gripe é transmitida principalmente por meio de contato próximo com pessoas ou ao tocar superfícies contaminadas. Um estudo recente de cientistas da Escola de Medicina Wake Forest, entretanto, mostrou que pessoas gripadas podem lançar partículas de vírus para bem mais longe do que se pensava: quase dois metros de distância.
Os pesquisadores analisaram 94 pessoas que foram internadas em um hospital com uma doença que parecia ser uma gripe. Como parte do processo de análise, os pesquisadores colocaram cada paciente em um quarto e depois coletaram amostras de ar para procurar por partículas infecciosas.
Primeiro, os cientistas se certificaram de não realizar procedimentos que pudessem espalhar os germes pelo ar, como reanimação cardiopulmonar e intubação. Em seguida, eles avaliaram os sintomas dos pacientes, incluindo tosses e espirros.
Dos 61 pacientes cujo resultado do teste de gripe foi positivo, 26 liberaram no ar partículas do vírus. Um em cada cinco foi considerado altamente transmissor, liberando em média 32 vezes mais partículas de vírus que os outros. A quantidade de vírus também foi maior e os sintomas foram mais graves nesses pacientes.
Quase dois metros
A equipe descobriu que a pessoa que fica a pouco menos de dois metros de um indivíduo infectado "fica exposta ao vírus em quantidades transmissíveis, principalmente através de pequenas partículas de aerossóis".
Conforme observou o editorial que acompanha o artigo no periódico The Journal of Infectious Diseases, isso ocorreu mesmo quando os pacientes "ficaram quietos e não produziram aerossóis".
Com isso, conclui-se que é possível ser infectado por pessoas gripadas mesmo que elas estejam a pouco menos de dois metros de distância.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/02/21/gripados-lancam-virus-para-bem-mais-longe-do-que-se-pensava.htm
 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Novo vírus letal está adaptado para infectar humanos, confirma estudo

Por Kate Kelland
Em Londres

Um novo vírus que surgiu em 2012 no Oriente Médio e já matou cinco pessoas está bem adaptado para infectar os humanos, mas possivelmente poderá ser tratado com medicações que reforçam o sistema imunológico, disseram cientistas nesta terça-feira (29).
O novo vírus, chamado novo coronavírus, ou NcoV, é da mesma família do resfriado comum e da Sars (síndrome respiratória aguda grave). Já houve 12 casos confirmados no mundo --incluindo na Arábia Saudita, Jordânia e Barein--, e cinco pacientes morreram.
Em um dos primeiros estudos publicados sobre o NcoV, que era desconhecido dos humanos até setembro passado, pesquisadores disseram que ele consegue, com a mesma facilidade do resfriado comum, entrar no revestimento pulmonar e escapar ao ataque do sistema imunológico.
Ele então "cresce muito eficientemente" nas células humanas, e isso sugere que o vírus está bem equipado para contaminar humanos, segundo Volker Thiel, do Instituto de Imunobiologia do Hospital Cantonal, da Suíça, que comandou o estudo.
Os coronavírus são uma família de vírus que inclui o resfriado comum e a Sars -- doença que surgiu em 2002 na China e que matou cerca de um décimo das 8.000 pessoas contaminadas no mundo todo.
Os sintomas do NcoV e da Sars incluem doença respiratória severa, febre, tosse e dificuldades respiratórias. Dos 12 casos confirmados até agora, quatro foram na Grã-Bretanha, um na Alemanha, dois na Jordânia e cinco na Arábia Saudita.
Os cientistas sugerem que o vírus tenha vindo de animais, e especialistas britânicos disseram que análises científicas preliminares sugerem um parentesco com os coronavírus de morcegos.
Tampouco se sabe a real prevalência do vírus -- é possível que, além dos 12 casos graves que foram diagnosticados, haja pessoas com sintomas mais brandos.
"Não sabemos se os casos (até agora) são a ponta do iceberg, ou se há muito mais gente infectada sem mostrar sintomas severos", disse Thiel, que trabalhou com uma equipe de cientistas da Holanda, Suíça, Alemanha e Dinamarca. "Não temos casos suficientes para formarmos um quadro completo da variedade dos sintomas."
Thiel disse que, embora o vírus possa ter saltado de animais para humanos muito recentemente, sua pesquisa mostrou que ele está tão bem adaptado quanto os vírus de resfriados e da Sars para infectar o trato respiratório humano.
O estudo, publicado na mBio, periódico digital da Sociedade Americana de Microbiologia, indicou também que o NcoV está suscetível a tratamento com interferons, remédios que reforçam o sistema imunológico e que também são usados com sucesso para o tratamento de outras doenças virais, como a hepatite C.

14.fev.2013 - As autoridades sanitárias do Reino Unido disseram ter evidências de que uma doença respiratória aguda parecida com a Sars - que foi objeto de um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2003 - seja capaz de se alastrar por contato humano. A doença é transmitida através do contato com animais, mas, se houver possibilidade de transmissão através do contato humano, o risco para a população é maior, explicaram as autoridades. A mais recente pneumonia atípica é causada por um vírus da família coronavírus (foto)

 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Congressista brasileiro é o segundo mais caro entre 110 países

Congressista brasileiro é o segundo mais caro entre 110 países
 
O congressista brasileiro é o segundo mais caro em um universo de 110 países, mostram dados de um estudo realizado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em parceria com a UIP (União Interparlamentar).

Cada um dos 594 parlamentares do Brasil --513 deputados e 81 senadores-- custa para os cofres públicos US$ 7,4 milhões por ano.
Editoria de Arte/Folhapress
Para permitir comparações, o estudo usa dados em dólares, ajustados pela paridade do poder de compra --um sistema adotado pelo Banco Mundial para corrigir discrepâncias no custo de vida em diferentes países.
O custo brasileiro supera o de 108 países e só é menor que o dos congressistas dos Estados Unidos, cujo valor é de US$ 9,6 milhões anuais.
Com os dados extraídos do estudo da ONU e da UIP, a Folha dividiu o orçamento anual dos congressos pelo número de representantes -- no caso de países bicamerais, como o Brasil e os EUA, os dados das duas Casas foram somados. O resultado não corresponde, portanto, apenas aos salários e benefícios recebidos pelos parlamentares.
Mas as verbas a que cada congressista tem direito equivalem a boa parte do total. No Brasil, por exemplo, salários, auxílios e recursos para o exercício do mandato de um deputado representam 22% do orçamento da Câmara.
Entre outros benefícios, deputados brasileiros recebem uma verba de R$ 78 mil para contratar até 25 assessores. Na França --que aparece em 17º lugar no ranking dos congressistas mais caros-- os deputados têm R$ 25 mil para pagar salários de no máximo cinco auxiliares.
Assessores da presidência da Câmara ponderam que a Constituição brasileira é recente, o que exige uma produção maior dos congressistas e faz com que eles se reúnam mais vezes --na Bélgica, por exemplo, os deputados só têm 13 sessões por ano no plenário. No Brasil, a Câmara tem três sessões deliberativas por semana.
No total, as despesas do Congresso para 2013 representam 0,46% de todos os gastos previstos pela União. O percentual é próximo à média mundial, de 0,49%.
Em outra comparação, que leva em conta a divisão do orçamento do Congresso por habitante, o Brasil é o 21º no ranking, com um custo de cerca de US$ 22 por brasileiro. O líder nesse quesito é Andorra, cujo parlamento custa US$ 219 por habitante.
O estudo foi publicado em 2012, com dados de 2011. O Brasil não consta no documento final porque o Senado atrasou o envio dos dados, que foram padronizados nos modelos do relatório e repassados à Folha pela UIP.
Ao todo, a organização recebeu informações de 110 dos 190 países que têm congresso. Alguns Estados com parlamentos numerosos, como a Itália, não enviaram dados.
Custo dos parlamentares pelo mundo
PAÍS CUSTO POR PARLAMENTAR (Orçamento/nº de parlamentares, em US$, com paridade de poder de compra) ORÇAMENTO (US$, com paridade de poder de compra) MEMBROS
EUA 9.570.093,46 5.120.000.000,00 535
Brasil 7.432.814,24 4.415.091.657,00 594
Nigéria 4.357.653,60 2.043.739.537,05 469
Coreia do Sul 2.091.915,75 625.482.810,00 299
Argentina 1.917.506,91 630.859.774,38 329
Japão 1.863.072,99 1.345.138.700,15 722
México 1.777.936,06 1.116.543.847,77 628
Venezuela 1.734.773,86 286.237.687,12 165
Israel 1.401.305,67 168.156.680,48 120
10º Chile 1.300.040,28 205.406.364,63 158
11º Alemanha 1.191.851,44 821.185.642,18 689
12º Colômbia 1.158.565,46 310.495.543,16 268
13º República Dominicana 1.142.232,15 245.579.911,25 215
14º Angola 1.137.324,50 250.211.389,97 220
15º Bélgica 1.116.683,85 246.787.131,17 221
16º Costa Rica 1.099.075,08 62.647.279,35 57
17º França 1.079.852,36 998.863.435,54 925
18º Uruguai 1.077.124,35 140.026.165,26 130
19º Filipinas 998.650,24 310.580.223,40 311
20º Emirados Árabes 986.662,97 39.466.518,88 40
21º Canadá 976.939,04 403.475.825,46 413
22º Turquia 941.801,88 517.991.036,43 550
23º Nova Zelândia 921.759,69 112.454.682,73 122
24º Grécia 913.714,07 274.114.221,07 300
25º Indonésia 866.241,04 485.094.979,63 560
26º Quênia 841.337,34 188.459.563,53 224
27º Trinidad e Tobago 829.928,39 60.584.772,16 73
28º Tailândia 822.990,38 534.943.748,13 650
29º Portugal 785.087,00 180.570.009,84 230
30º Áustria 741.492,17 181.665.582,73 245
31º Finlândia 726.626,88 145.325.375,26 200
32º Dinamarca 684.358,03 122.500.087,98 179
33º Andorra 672.999,04 18.843.973,23 28
34º Noruega 629.007,73 106.302.307,01 169
35º Polônia 578.557,13 323.991.995,07 560
36º Ucrânia 573.127,62 257.907.430,07 450
37º Líbano 530.701,81 67.929.831,52 128
38º Luxemburgo 520.679,18 31.240.751,04 60
39º Austrália 519.494,78 117.405.819,64 226
40º Benin 516.426,19 42.863.373,36 83
41º Uganda 515.494,92 198.981.040,99 386
42º Nicarágua 511.116,51 47.022.718,66 92
43º Camboja 497.271,28 91.497.915,20 184
44º Suécia 480.281,42 167.618.215,27 349
45º Zâmbia 440.191,93 69.550.324,33 158
46º Tanzânia 433.482,25 154.753.163,62 357
47º Chipre 415.264,94 33.221.195,23 80
48º Bósnia-Herzegovina 414.020,49 23.599.167,82 57
49º República Tcheca 410.560,00 115.367.361,10 281
50º Congo 390.347,41 79.240.524,29 203
51º Burkina Faso 385.517,65 42.792.458,94 111
52º Romênia 374.813,00 176.536.923,45 471
53º Índia 374.803,91 296.095.092,11 790
54º Eslováquia 374.201,87 56.130.280,31 150
55º Lituânia 372.252,78 52.487.641,98 141
56º Reino Unido 360.601,86 532.608.947,51 1477
57º Eslovênia 344.329,33 44.762.812,68 130
58º Camarões 342.295,65 61.613.217,68 180
59º Cingapura 337.378,72 33.400.493,13 99
60º Argélia 336.993,72 179.617.654,94 533
61º Espanha 332.642,49 204.242.485,89 614
62º Estônia 330.901,27 33.421.028,72 101
63º Letônia 329.476,47 32.947.647,02 100
64º Bulgária 325.717,41 78.172.178,18 240
65º Hungria 322.289,04 124.403.569,35 386
66º Azerbaijão 313.403,60 39.175.449,43 125
67º Micronésia 302.481,23 4.234.737,16 14
68º Suíça 298.731,21 73.487.877,05 246
69º Georgia 288.508,81 43.276.320,80 150
70º Macedônia 287.733,63 35.391.235,96 123
71º Namíbia 287.418,37 29.891.510,60 104
72º Ruanda 287.401,03 30.464.509,06 106
73º Timor-Leste 282.822,02 18.383.431,55 65
74º Maláui 255.925,05 49.393.534,34 193
75º Islândia 253.620,91 15.978.117,48 63
76º Chade 250.836,71 47.157.302,19 188
77º Croácia 250.533,66 37.830.582,60 151
78º Mali 235.911,82 34.679.038,22 147
79º Albânia 217.764,33 30.487.006,71 140
80º Maldivas 211.947,56 16.319.962,06 77
81º Montenegro 180.454,58 14.616.820,85 81
82º Paquistão 179.100,58 79.162.456,60 442
83º Sudão 176.074,34 67.964.695,49 386
84º Belarus 164.017,69 28.539.077,92 174
85º Burundi 153.481,32 22.561.754,05 147
86º Guiné Equatorial 144.953,00 14.495.300,19 100
87º Malásia 144.516,29 42.198.757,69 292
88º Gana 141.917,48 32.641.021,07 230
89º Suriname 138.111,68 7.043.695,43 51
90º Jamaica 136.769,98 11.488.678,11 84
91º Sri Lanka 135.498,43 30.487.147,51 225
92º Bangladesh 122.601,06 42.910.371,36 350
93º Togo 122.486,88 9.921.437,29 81
94º Liechtenstein 120.679,01 3.016.975,28 25
95º Jordânia 114.142,06 20.545.570,20 180
96º Lesoto 112.719,07 17.246.017,39 153
97º Maurício 112.372,48 7.753.701,41 69
98º Moldávia 107.182,90 10.825.472,96 101
99º Armênia 100.169,24 13.122.170,71 131
100º Djibuti 98.184,07 6.381.964,71 65
101º Tonga 92.725,79 2.596.322,02 28
102º Mauritânia 91.966,53 13.886.945,31 151
103º Seychelles 89.284,31 3.035.666,69 34
104º Malta 88.480,01 6.105.120,38 69
105º Gâmbia 83.481,56 4.424.522,84 53
106º São Tomé e Príncipe 81.936,13 4.506.487,29 55
107º São Vicente e Granadinas 78.969,51 1.816.298,72 23
108º Serra Leoa 56.026,86 6.947.330,38 124
109º Laos 46.326,80 6.115.138,17 132
110º Etiópia 33.964,87 23.164.042,43 682
 
 
 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Apenas 29 deputados abrem mão dos 14º e 15º salários


Desde ontem, pelo menos 484 deputados federais – entre eles o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), e o vice, André Vargas (PT-PR) – caem na folia com bolso cheio.
Além do 13º, eles receberam o 15º salário, e em Março embolsam o 14º, direitos concedidos por regimento aos mandatários (Ato Conjunto de 30 de janeiro de 2003, art. 3º, §2º). Todos os anos, a Câmara paga o 15º em Dezembro, para quem exerceu no mínimo três quartos das sessões. O 14º é pago 30 dias após o início do Ano Legislativo, ou seja, em Março.
Documento oficial da assessoria da Câmara mostra que só 29 deputados abriram mão destes salários extras. Os nomes do presidente e vice não constam (lista abaixo). O vice André Vargas diz que recebeu os extras. “Não sabia da lista e nem fui procurado”, justifica. O presidente Alves não foi localizado pelo blog.
Curiosamente, desde meados do ano passado ficou travado o projeto que extingue os dois salários extras, aprovado pelo Senado e recebido por comissão especial na Câmara. Em setembro, chegou-se ao cúmulo de o relator, deputado Afonso Florence, adiar por cinco vezes em um mês a leitura de seu relatório por falta de quórum. A manobra da trupe funcionou, o projeto não andou e Florence desabafou ao repórter: “Não tem lógica um deputado receber 14º e 15º num país em que o trabalhador só vai ao 13º”.
O resultado do achaque consentido no bolso do cidadão: apenas de Dezembro até mês que vem, cada um dos 484 nobres receberá R$ 106.800 (brutos) - R$ 26.723 por mês. E o bloco da Folia com Verba Pública retoma os trabalhos só dia 19, quando a pauta do plenário estará decidida e o ano realmente começa para o escrete.
Os 29 deputados que abdicaram dos extras vão se reunir após o Carnaval para cobrar celeridade na tramitação do projeto que põe fim à farra.

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Veja lista
AFONSO FLORENCE
ALEXANDRE ROSO
AUGUSTO CARVALHO
BETO ALBUQUERQUE
BOHN GASS
CARLAILE PEDROSA
CARLOS SAMPAIO
ERIKA KOKAY
EROS BIONDINI
FABIO TRAD
FERNANDO FRANCISCHINI
FRANCISCO ARAUJO
FRANCISCO PRACIANO
HENRIQUE OLIVEIRA
IZALCI
JANETE CAPIBERIBE
JOAO CAMPOS
LAERCIO OLIVEIRA
LINCOLN PORTELA
LUIZ PITIMAN
MAGELA
POLICARPO
REGUFFE
RONALDO FONSECA
RUBENS BUENO
RUY CARNEIRO
SERGIO ZVEITER
SEVERINO NINHO
WALTER FELDMAN

Fonte: http://colunaesplanada.blogosfera.uol.com.br/2013/02/09/apenas-29-deputados-abrem-mao-dos-14o-e-15o-salarios/

 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Entenda por que a polêmica reposição hormonal, como a de Belfort, não é doping no UFC


Depois de boatos e desmentidos, o UFC confirmou que Vitor Belfort utilizou, durante sua preparação para a luta contra Michael Bisping em São Paulo, a terapia de reposição de testosterona (conhecida como TRT). Há muita polêmica entorno do tratamento porque, em outros esportes, esse tipo de medicação hormonal é considerado doping.
No entanto, já há muitos anos, o UFC libera para que seus atletas façam uso do TRT, desde que eles tenham prescrição médica e peçam previamente autorização para as comissões atléticas. Além disso, esse tipo de tratamento serve para quem tem baixos níveis de testosterona e os lutadores que fazem uso da terapia precisam apresentar níveis normais no antidoping.
Para tentar explicar essa polêmica – já que muitos atletas, mesmo sabendo que o TRT é permitido, reclamam de quem utiliza – o blog conversou com Márcio Tannure, médico-chefe do UFC no Brasil, para ele falar como funciona esse tratamento para lutadores e por que essa reposição hormonal não é considerada doping no maiors evento de MMA do mundo.
Esse tratamento é apenas para atletas ou para qualquer pessoa? Por que alguém faz uso dele? Isso não é uma questão de ser atleta ou não, é para pacientes no geral. Por conta de alguns motivos, como idade e hipogonadismo, que é o caso do Vitor, algumas pessoas têm um nível de testosterona abaixo do normal. A terapia de reposição de testosterona é o tratamento clínico para esse tipo de doença. O TRT é para que a pessoa tenha índices normais do hormônio.
Quais são os sintomas desse problema de saúde? A queda do nível de testosterona causa no paciente baixa resistência, depressão, disturbios de humor, problemas com o sono, queda da libido e fadiga. Isso é um problema para qualquer homem, atleta ou não. Claro que todos esses sintomas afetam o treinamento e o desempenho de um lutador de altíssimo nível, como são os de MMA.
Por que o UFC libera o uso de TRT, enquanto em outros esportes ele é considerado doping? O UFC permite seu uso para manter o princípio básico da desportividade, que é dar condições iguais aos competidores. Um atleta com baixo nível de testosterona não terá o mesmo desempenho de quem tem níveis normais do hormônio. Quem usa doping, quem faz uso de qualquer substância para de dopar, obtém uma condição superior em relação ao seu adversário. Aqui, queremos dar uma condição igual. Também fazemos testes para quem usa TRT e o lutador precisa estar dentro do nível correto, senão será punido.
Você acha que o TRT poderia ser utilizado em outros esportes? Na minha opinião, o UFC está à frente dos outros esportes ao liberar o TRT. Em qualquer outra modalidade, eles generalizam o uso de hormônio como doping, mesmo que o atleta venha a ter uma prescrição médica para o uso clínico dele. Também há a questão do tempo, a agência internacional antidoping (WADA) diz que não teria tempo de desenvolver a documentação necessária, pela quantidade de testes que ela precisa fazer.
Quais são as vantagens de se liberar o uso de TRT para atletas? Para mim, é necessário abrir essa exceção, para aumentar a vida útil dos atletas de alto rendimento. Muitos se aposentam porque têm diagnosticado o baixo nível de testosterona e não podem se tratar. O TRT proporcional mais saúde para os atletas e, com isso, uma carreira mais longa.

Fonte: http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2013/02/08/entenda-por-que-a-polemica-reposicao-hormonal-como-a-de-belfort-nao-e-doping-no-ufc/

PS: Comentário da Professora Adriana
Uma das causas de hipogonodismo é o uso de anabolizantes em alta dosagem a base de hormônios masculinos, que causam uma baixa produção do mesmo pelo organismo e com isso a atrofia das gônodas.
 

Tempestade Solar

Sobre a tempestade solar que está para acontecer.
Link para o site da Globo.com

http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-brasil/t/edicoes/v/supertempestade-solar-pode-atingir-a-terra-a-qualquer-momento/2393890/

Acordo para reduzir sódio em alimentos terá baixo impacto

Pesquisa do Idec mostra que boa parte dos produtos já cumpria, em 2012, as metas a serem cobradas até 2015
Para indústria, reduções maiores no sódio dependem da tecnologia e do hábito do consumidor
JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA
Os acordos firmados entre governo e indústria para reduzir o sódio em alimentos prontos terão pouca eficácia, pois boa parte do mercado já cumpre, de partida, as metas propostas, afirma o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).
Dos 27 salgadinhos de milho analisados em janeiro de 2012, 72,7% estavam dentro da meta prevista para 2014 e firmada no fim de 2011, indica o levantamento do Idec.
Também já estavam enquadrados 59% das 40 batatas fritas analisadas e 68% de 156 bolos e rocamboles.
O instituto analisou, em janeiro e setembro de 2012, 530 produtos das principais marcas do mercado que integram as últimas fases de acordo.
Desde abril de 2011, o Ministério da Saúde tem anunciado parcerias voluntárias com a indústria de alimentos para reduzir o sódio da dieta do brasileiro e, assim, o impacto de doenças como infarto e hipertensão.
Estima-se que, no Brasil, o consumo médio de sal seja de 12 g diárias. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde é abaixo de 5 g.
"As metas são tímidas. Algumas metas para 2015 já estão sendo cumpridas porque a indústria já estava lidando com esse patamar. Se você quer ter uma política consistente, precisa trabalhar com níveis maiores de rigidez", afirma Silvia Vignola, consultora técnica do instituto.
Este último levantamento, obtido pela Folha, reforça a avaliação já feita pelo Idec, no início dos acordos, de que as metas eram pouco ambiciosas. E conta com o respaldo de médicos.
"É melhor do que não ter nada, mas há condições de avançarmos mais rapidamente. Se o governo dá remédio para tratar hipertensão, é incoerente não ter uma política mais agressiva de redução do sal", afirma Carlos Alberto Machado, da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Mesmo alcançadas as metas, a quantidade de sódio usada para salgar e conservar alimentos ainda é alta, dizem Vignola e Machado.
Eles defendem um sistema de alerta nas embalagens, talvez por cores, para informar o consumidor.
OUTRO LADO
O Ministério da Saúde diz que, no primeiro momento, o que se busca é conseguir a adequação de 50% das marcas à meta, já que há muita disparidade no uso do sódio. A pasta lembra que, antes dos acordos, parte da indústria já vinha reduzindo o sal.
"As metas são factíveis, importantes para mudar o cenário a curto prazo", afirma Patrícia Jaime, coordenadora-geral de alimentos e nutrição do ministério.
Ela lembra que novas metas serão criadas, e que o processo vai se estender até 2020, quando todo o mercado deverá praticar os menores índices praticados hoje.
A Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) diz que a redução é calculada com base no maior valor praticado para trazer todos os fabricantes a um padrão mínimo, que pode ser revisto no futuro.
Há limitações para reduções maiores, afirma Paulo Nicolelis, da Abia. "A primeira chama-se tecnologia ou investimento. A segunda é o hábito do consumidor. Chegamos onde os médicos gostariam? Acho que não, mas a ideia é chegar."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saudeciencia/92774-acordo-para-reduzir-sodio-em-alimentos-tera-baixo-impacto.shtml

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Cientistas acham bactérias em lago subterrâneo na Antártida

Descoberta pode ajudar pesquisas sobre vida em outros planetas
JAMES GORMANDO “NEW YORK TIMES”

Pela primeira vez, foram encontradas bactérias vivendo em um lago subterrâneo na Antártida. A descoberta pode trazer avanços para o conhecimento sobre vida em outros planetas ou luas.
"Isso muda a forma como vemos a Antártida", afirmou John Priscu, da Universidade Montana State, nos EUA, líder da expedição científica.
Depois de perfurar 800 m de gelo sobre o lago Whillans, o grupo recolheu água e amostras de sedimentos que mostravam sinais de vida, segundo afirmou Priscu, por telefone, da estação de pesquisa McMurdo, na Antártida.
Ele viu as células no microscópio e fez testes químicos que mostraram que elas estavam vivas e metabolizando energia.
Ainda é preciso realizar mais estudos, incluindo uma análise de DNA, para determinar que tipo de bactéria foi encontrada e como ela vive.
Não há luz solar no lago, então as bactérias devem precisar de material orgânico que entra ali por outras fontes, como do derretimento de geleiras, ou de minerais das rochas do continente.
Chris McKay, cientista da Nasa, afirmou que essa análise pode dizer se as bactérias do lago vão ajudar a descobrir vida extraterrestre.
"Se a bactéria estiver usando uma fonte de energia local, vai ser muito interessante. Se estiver só consumindo matéria orgânica vinda de outros locais, nem tanto."
Há registros de locais no Sistema Solar onde pode haver água líquida embaixo de camadas de gelo. Nessas condições, só poderia haver vida que usasse os minerais locais para se manter.
No ano passado, uma expedição russa penetrou o lago Vostok, embaixo de quase 4 km de gelo. Eles acharam sinais de vida, mas havia a possibilidade de contaminação do material. Neste ano, eles recolheram novas amostras que serão analisadas.
O esforço americano se concentrou no lago Whillans, que é bem diferente. Ele está embaixo de só 800 m de gelo e sua água é renovada a cada década pelo degelo. O Vostok é mais isolado. Acredita-se que leve 10 mil anos para que sua água seja renovada.
Mesmo assim, os americanos acreditam que o material recolhido agora dê uma pista de um ecossistema até agora desconhecido.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saudeciencia/92648-cientistas-acham-bacterias-em-lago-subterraneo-na-antartida.shtml

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Câncer raramente é hereditário e não é causado por estresse; estudo esclarece mitos sobre a doença

 
 Em Barcelona
 
Um estudo de um grupo de oncologistas espanhóis concluiu que o câncer raramente tem causas hereditárias, não é provocado pelo estresse, micro-ondas, por ser pessimista ou depressivo e não é curado com o uso de ervas medicinais.
O Departamento de Saúde do governo da região autônoma da Catalunha e o Instituto Catalão de Oncologia publicaram na última sexta-feira (1º) uma lista com as falsas crenças mais disseminadas entre a população sobre o câncer.
A ideia de que o câncer é hereditário é falsa, segundo o responsável da unidade de genética do Instituto Catalão de Oncologia, Ignacio Blanco, que reconheceu, no entanto, que entre 5% e 10% dos casos apresentam uma predisposição hereditária em determinados tipos de câncer que se repete em várias gerações de uma mesma família.
Outra ideia falsa do câncer é que a doença sempre provoca dor, o que não ocorre em sua fase inicial, disse o oncologista Josep Alfons Espinàs, outro autor do estudo. O médico, no entanto, frisou que em 75% dos casos as pessoas que sofrem de câncer podem ter dor ao longo do desenvolvimento da doença.
Além disso, nenhuma pesquisa científica demonstrou que o uso de micro-ondas, sutiãs com aros ou de desodorantes esteja relacionado com o câncer em geral ou com o de mama em particular, argumentaram os pesquisadores.
O estudo ressaltou que o sobrepeso ou a obesidade após a menopausa, o sedentarismo e o excesso de consumo de álcool aumentam as probabilidades do desenvolvimento de um tumor de mama.
Além disso, os pesquisadores afirmaram que ser pessimista não aumenta a probabilidade do surgimento de um câncer, embora ser positivo na hora de enfrentar a doença pode ser benéfico para seu tratamento.
Blanco disse ainda que sofrer de câncer não representa uma sentença de morte pois atualmente "mais da metade dos pacientes superam a doença", o que é consequência em grande parte da implementação de programas de detecção precoce.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/efe/2013/02/04/cancer-raramente-e-hereditario-e-nao-e-causado-por-estresse-estudo-esclarece-mitos-sobre-a-doenca.htm

 

Novo método permite medir com exatidão massa de buracos negros

Imagens e notícias sobre o espaço (2013)

Foto 47 de 53 - Astrônomos europeus desenvolveram um metódo mais preciso para calcular a massa dos buracos negros. Segundo eles, a estimativa exata da massa desses campos gravitacionais facilitará a compreensão sobre formação de galáxias. No estudo, o grupo descobriu que o buraco negro que está no núcleo da galáxia NGC 4526 (foto), a 55 milhões de anos-luz da Terra, tem uma massa 450 milhões de vezes maior do que a do Sol Hubble/ESO/Nasa
 
Um grupo de cientistas europeus desenvolveu um novo método para determinar com exatidão a massa dos buracos negros que se encontram no centro de galáxias, segundo um estudo publicado na revista britânica Nature.

O modelo permitiu aos pesquisadores calcular que o buraco negro no núcleo da galáxia lenticular NGC 4526, a cerca de 55 milhões de anos luz da Terra, tem uma massa 450 milhões de vezes maior do que a do Sol.

Para determinar a massa desse buraco negro, o grupo liderado por Timothy Davis, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), em Garching, na Alemanha, estudou os efeitos do corpo celeste nas nuvens de gás molecular que o rodeiam.

Segundo os pesquisadores, é possível utilizar esse mesmo método para precisar a massa dos buracos negros no centro de muitas das galáxias do universo próximo.

Davis e sua equipe desenvolveram modelos que predizem o movimento das nuvens de gás diante da presença ou a ausência de um buraco negro. A partir da movimentação dos gases causada pelo buraco negro, é possível deduzir sua massa.

Os buracos negros são regiões do espaço com uma concentração de massa tão elevada que seu campo gravitacional não permite que nada escape, nem mesmo a luz, o que dificulta qualquer medição direta de suas propriedades.

"O número de buracos negros que foram medidos com exatidão até agora é pequeno e os métodos para fazer isso são limitados", argumentaram em seu estudo os cientistas. Os pesquisadores explicaram que a estimativa exata da massa dos buracos negros facilitará a compreensão sobre como se formaram algumas galáxias.

"As massas dos buracos negros no centro de galáxias guardam uma relação direta com uma série de propriedades dessas galáxias, o que sugere que ambos poderiam ter evoluído conjuntamente", ressaltou o estudo.

Para fazer o cálculo, foi usada uma nova geração de interferômetros, que medem com maior precisão a luz que chega à Terra oriunda de galáxias distantes.

Graças a essa tecnologia, os pesquisadores, que utilizaram, entre outros, o telescópio ALMA, localizado no deserto chileno do Atacama, dizem que as medições podem se repetir com um tempo de observação de cerca de cinco horas.

"O uso de gás molecular como referência deve permitir estimar a massa de buracos negros em centenas de galáxias, muitos mais do que é possível com as técnicas atuais", afirmaram os cientistas.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/efe/2013/01/30/novo-metodo-permite-medir-com-exatidao-massa-de-buracos-negros.htm

Cientistas descobrem uma bactéria que faz ouro

Para se proteger do ouro, um metal precioso que possui função germinativa, uma bactéria solidifica o ouro líquido e cria estruturas sólidas complexas similares a pepitas, segundo estudo publicado na revista britânica Nature Chemical Biology

Enquanto alguns metais são ideais para que os micróbios se desenvolvam, como o ferro, outros são fatais para eles, caso do ouro e da prata, que são cada vez mais utilizados por suas propriedades bactericidas.
Como os íons solúveis do ouro são tóxicos para a maioria dos micróbios, é comum encontrar membranas bacterianas na superfície das pepitas. Por isso, essas bactérias desempenham um papel importante no acúmulo e no depósito do ouro na origem das pepitas.
Cientistas já demonstraram anteriormente que a Cupriavidus metallidurans consegue acumular partículas ínfimas de ouro no interior de suas células para se proteger dos íons solúveis do ouro. Mas um novo estudo de cientistas canadenses identificou que a bactéria Delftia acidovorans, que coabita as pepitas ao lado da C. metallidurans, também se protege.
A equipe descobriu que essa bactéria não metaboliza o ouro solúvel como sua vizinha. Ao contrário, ela solidifica o metal precioso em seu exterior, sob uma forma não tóxica.
A D. acidovorans secreta uma molécula, chamada de delftibactina, capaz de precipitar os íons do ouro em suspensão na água para criar estruturas sólidas complexas, similares àquelas que encontramos nas pepitas de ouro, explicou Nathan Magarvey, da Universidade McMaster de Hamilton, em Ontário, no Canadá, que chefiou a pesquisa.
O processo ocorre em apenas alguns segundos, em temperatura ambiente e em condições de acidez neutra. Dito de outra forma, a delftibactina supera em laboratório os produtos atualmente usados na indústria para produzir nanopartículas de ouro, destacaram os cientistas.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2013/02/04/cientistas-descobrem-uma-bacteria-que-faz-ouro.htm
 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013